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 Com muito prazer


 
Coração de poeta


II

Eu sou poeta e triste canto a dor,

Canto a saudade amarga, a soluçar,

A minha lira só murmura amor,

Poemas doces só pra te ofertar.

 

Sozinho às vezes fico a meditar,

Eis que meu peito bate com ardor,

Dedilho a lira e ponho-me a cantar

Pra ti que és bela, muito mais que a flor.

 

Se então quiseres ser somente minha,

Vir pra meus braços linda como estás,

Enchendo assim minh´alma tão sozinha,

 

Talvez no mundo não encontrarás

Tão puro amor que este meu peito aninha,

Quão nesta vida todos juntarás.



Escrito por Nilton Abrão às 01h33
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I

Pra mim que importa o mundo prazenteiro,

Que importa ser grão-duque mui temido,

Rei poderoso, altivo e sobranceiro,

Que vive um luxo tolo e desabrido?

 

Pra mim que importa a vida de banqueiro,

Que importa ser ricaço convencido,

Que dorme com prazer num bom milheiro

Tomado do suor do mal suprido?

 

Eu quero ser quem sou na realidade,

Que Deus me concedeu com primazia,

O ser que, alegre, chora uma saudade...

 

Ser o poeta que na tarde fria

Procura um terno amor na soledade,

Que ama e palpita à sombra da poesia!



Escrito por Nilton Abrão às 19h31
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Era à tarde,

Quando o dia vai morrendo;

Era à tarde,

Quando o sol vai se escondendo,

Quando o céu de rajado se tingia,

E quando a passarada não mais pia.

 

Era à tarde,

Quando o vento não soprava;

Era à tarde,

Quando a fonte não chorava;

Ao longe um sino a repicar tangia

A prece eterna e linda: "AVE MARIA"...

 

Era à tarde,

Quando a rola vai pra o ninho;

Era à tarde,

Que é deserto já o caminho;

Veloz a corça à toca recolhia,

E os grandes olhos a coruja abria.

 

Era à tarde,

Quando a rosa põe-se a rir;

Era à tarde,

E o jasmim tentava abrir;

Um vaga-lume a revoar surgia,

E a noite calma, calma aparecia.

 

Era à tarde,

Meu Deus, se me lembro ainda!

Era à tarde,

Meu Deus, que saudade infinda!

Seu corpo nos meus braços apertei,

Seus quentes lábios rubros eu beijei!

 



Escrito por Nilton Abrão às 19h21
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Ah! mocidade aflada por quimeras,

Espírito arrojado que, sonhando,

Quis engendrar sublimes primaveras,

Sob frio sol de neve transbordando!



Escrito por Nilton Abrão às 15h59
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Amar! ...

Mil carícias... mil afagos... beijos...

Sensações voluptuosas e ofegantes...

Amar! ...

Incertezas, dores atrozes, sonhos vãos...

O coração é um tacho de fervura...

O cérebro um vácuo infinito...

Amar! ...

Milhões de anjos e demônios ante os olhos...

Tentações... pensamentos desordenados...

Amar! ...

Tempestades horríveis, abismos profundos,

Bonanças sublimes, loucos desejos...

Amar! ...

O que é amar? ninguém responde... e quem sabe?

Como se começa a amar e quando?

Quando se deixa de amar e como?

Amar! ...

Como é amar: gostar, idolatrar, adorar?

Será isto que é mar?...

 



Escrito por Nilton Abrão às 15h13
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